Moda: útil ou fútil?

dezembro 14, 2009
by Daniella

Já que o assunto anterior foi compras no shopping e já que tem um bom tempo que não escrevo algo (a não ser aquela criticazinha do campeonato brasileiro, mas foi tão pequena que nem conta muito hehe), eu resolvi falar sobre roupas/moda. Ainda não é bem o assunto que quero falar (ainda estou preparando mentalmente rs), mas já é alguma coisa, não?

Bom, eu não sou nenhuma “fashion victim”, mas eu me importo sim com aquilo que visto. A aparência conta. Não acredito nessa de “o que vale é o interior”. Claro que o que você é como pessoa é BEM mais importante que o que você veste. Mas não dá pra aceitar essa frase feita como desculpa pra ser desleixado com o vestuário.

E não é só “gente do mundo da moda” que pensa assim não: existem centenas de livros escritos sobre o assunto, por pessoas que nem são da área. É aconselhado “se vestir bem” inclusive e principalmente pra entrevista de emprego. Não é pra ir no shopping, nem pra “arranjar marido” não. É pra emprego, algo que está longe de entrar na categoria de coisas fúteis.

A Universidade de Yale (EUA) realizou um estudo onde sugere que a aparência pode contar pontos não apenas na hora de conseguir um emprego, mas também na hora da definição do salário. De acordo com esses estudos na área de comportamento humano, a primeira impressão que uma pessoa tem da outra se baseia 55% em sua aparência e ações. (Fonte: Aparência conta pontos na hora de conseguir emprego)

Ainda lembro de quando uma menina que fez faculdade comigo apresentou um seminário de Nefrologia com uma calça jeans apertada e uma blusinha vermelha, de alça, e olha que nem tão decotada assim, colada no corpo. A professora falou educadamente que ela evitasse aquilo dali pra frente, porque do contrário, todos iriam olhar pra roupa dela e não prestariam atenção ao que quer que ela estivesse dizendo.

Eu não estou aqui falando de peso, de plástica, de regimes loucos. De preconceito por se estar acima do peso. Não é nada disso. Estou falando da importância que é se vestir bem, de acordo com sua idade, seu tipo físico,  e com a cor da sua pele, olhos e cabelo. Vestir-se de forma que as pessoas olhem pra você e tenham a impressão de estarem vendo alguém que se cuida, que é “limpinho”, que gosta de ordem. Que as pessoas olhem pra você, que você chame mais atenção do que algo que está em você.

Um bom exemplo disso são homens de gravata. Pastores, advogados, professores, não importa: se eles estiverem com a gravata torta, ou o nó folgado, é bem mais provável que você se concentre nesse “defeitinho” do que no que quer que seja que ele esteja dizendo. A coisa é tão séria que uma escritora americana do século XIX (sim, dois séculos atrás), já escrevia sobre isso, preocupada com a [má] impressão que alguns pastores poderiam causar devido a sua falta de cuidado com as roupas:

O cuidado no vestuário é digno de consideração. O pastor deve trajar-se de maneira condigna com sua posição. Alguns têm falhado a esse respeito. Em alguns casos, não somente tem havido falta de gosto e boa combinação no vestuário, mas este tem sido desalinhado e sujo. O Deus do Céu, cujo braço move o mundo, que nos dá vida e nos sustém com saúde, é honrado ou desonrado pelo vestuário dos que oficiam em honra Sua. Ele deu a Moisés instruções especiais relativas a tudo que dizia respeito ao serviço do tabernáculo, e especificou a vestimenta que deviam usar os que haviam de servir perante Ele.(…)

A influência do pastor negligente em seu vestuário, é desagradável a Deus, e a impressão causada nos que o ouvem é de que ele não considera a obra em que se acha empenhado mais sagrada do que o trabalho comum. E não somente isso, mas, em lugar de lhes mostrar a importância do traje apropriado e de bom gosto, ele lhes dá um exemplo de relaxo e falta de asseio, que alguns não demoram em seguir. (Ellen White, Obreiros Evangélicos, pp. 173 e 174)

Achei interessante quando ela fala que “tem havido falta de gosto e boa combinação no vestuário”. Isso é importante. Mais do que na verdade nos importamos com isso… E também “a impressão causada nos que o ouvem é de que ele não considera a obra em que se acha empenhado mais sagrada do que o trabalho comum”. É como um homem ou mulher que, depois que casa, passa a se vestir de qualquer jeito, dando a impressão de que não se importa mais com o outro. Tipo “já conquistei o cara/a mina, pronto, me visto de qualquer maneira, agora ele(a) já é meu(minha) mesmo”. Quando nos vestimos mal, damos a impressão, seja pro cônjuge/namorado/noivo, chefe, colegas de trabalho, etc. de que não estamos nem aí pra eles.

Porém eu não sou fashionista, como falei no início. Não sou vidrada em moda, não jogo fora uma roupa que comprei há apenas alguns meses, e que me custou um bom preço, apenas porque “não tá mais na moda”. Acho que você pode cuidar do que veste, pode e deve, mas sem exageros. Não vivo comprando roupa, compro apenas quando a roupa não combina mais comigo, ou já está gasta, porque usar roupa velha também mostra desleixo. E também não tenho tanto dinheiro pra sair gastando por aí…

O que faço então?

  1. procuro comprar roupas de qualidade: isso faz com que eu não precise ficar gastando dinheiro com roupa toda hora, e elas não se acabam facilmente.
  2. procuro comprar roupas que nunca saem de moda: existem, sim, roupas que nunca saem de moda, e que deviam fazer parte de todo guarda-roupa (para as mulheres: vestido preto, calça jeans reta, blusa branca, bolsa preta, etc.).
  3. procuro comprar roupas que combinem entre si: assim, posso fazer várias combinações sem que precise ter muita roupa, o que dá uma boa economia; isso vale pros acessórios também, como sapatos, bolsas, relógios, óculos… eu dificilmente compro algo que só dá pra usar de um jeito…
  4. procuro ser eclética: tanto posso usar salto, com saia, roupas floridas, renda e um toque de rosa, como uma boa calça jeans e camiseta, junto com tênis estilo All Star (embora prefira minhas sapatilhas); também não tenho preconceito com cores, como bem disseram Stacey e Clinton, do Esquadrão da Moda, certo dia, nada de ser uma pessoa outono (aquela que só veste roupas cor de árvore: marrom e verde)!
  5. se a roupa está na moda, e for bonita, vestir bem em mim, eu compro: só porque eu não sou vítima da moda não quer dizer que não posso usar algo que está na moda, se esse algo me cai bem, combina comigo e se adequa ao meu corpo e minha faixa etária.

É claro que o que serve pra mim nem sempre servirá pra todo mundo. Meus gostos são meus. E não adianta querer se vestir TOTALMENTE diferente do que você está acostumada — se sentindo até desconfortável com isso — só pra agradar os outros. Mas ajuda aprender a combinar, vestir algo que se adapte ao seu corpo, que esteja ok para sua idade, e que aparente bom gosto e, acima de tudo, bom senso. E não precisa ser fashion victim pra isso.

Dicas de sites:

Como se vestir bem para uma entrevista de emprego

Blog Ana Hickman

What not to wear

E tem muito mais: é só procurar com cuidado no sr. Google ;)

Uma resposta leave one →
  1. dezembro 16, 2009

    Essa história de se vestir bem é bem relativa, né?!

    Por que cada local, cada região, cada cultura..e cada pessoa tem seu estilo e sua forma de se vestir. Eu sou totalmente suspeita pra falar, pq não suporta essa padronização que o povo que fazer em relação a vestuário, principalmente em entrevistas de emprego. É claro que você não vai ir vestido como “louco” e tudo mais, mas também não precisa ir de um jeito que não seja você, para mim isso já começar mentindo na entrevista.

    Porém, é claro que estar sempre limpo, com roupas que não sejam muuuuuito deslocadas do ambiente é necessário. O exemplo que você deu da menina no trabalho mostra como a roupa que usamos faz parte de um todo.

    Amei o post, ahhh e lá no blog na tag ilustrações tem o site onde encontrei a imagem do relativizando, passa lá e dá uma olhada!!! Tem cada imagem mais linda que a outra *-* Aproveita!!!!!

    beijinhos

    e vou voltar mais vezes!!

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